Método D.A.R. – Dinâmicas, Alimentação e Recuperação
Método D.A.R. – Dinâmicas, Alimentação e Recuperação (complemento funcional da Acupuntura Integrativa Luso-Nipónica)
Por Bruno Santos
(Método para publicação no blog Bruno Santos
Acupuntura)
1. O que é o Método D.A.R.?
O Método
D.A.R. é uma ferramenta de análise e compreensão global da saúde
criada no âmbito da Acupuntura Integrativa
Luso-Nipónica (AILN) [1].
O seu objetivo é ajudar tanto profissionais como praticantes individuais a
identificar padrões de desequilíbrio,
orientar decisões terapêuticas e facilitar autoavaliações
práticas, usando uma lógica simples, intuitiva e funcional.
Baseia-se em três pilares essenciais — Dinâmicas, Alimentação e Recuperação — observados através de diferentes níveis da experiência humana (físico, emocional, mental e espiritual), oferecendo um mapa claro e acessível para compreender como se constrói e mantém a saúde.
2. Os Três Pilares do D.A.R.
2.1 D — Dinâmicas
Inclui tudo o que envolve movimento, ação e expressão
corporal ou emocional.
Vai desde o exercício físico, postura e respiração até hábitos diários, ritmos
biológicos, atitudes, decisões e padrões comportamentais.
Pergunta-chave:
“O que estou a fazer, como estou a mover o meu corpo e de que modo isso contribui para a minha funcionalidade?”
2.2 A — Alimentação
A alimentação é vista aqui como tudo o que entra no corpo e na mente, não apenas comida.
Inclui:
· alimentos físicos
· hidratação
· suplementos
· estímulos sensoriais (som, luz, ambiente)
· conteúdos que consumimos: música, filmes, podcasts, livros, redes sociais, conversas e contextos sociais
· ambientes emocionais e mentais
Ou seja:
Tudo o que ingerimos — física e emocionalmente — alimenta-nos e influencia a nossa saúde.
Este ponto é essencial na meta-análise funcional: compreender que tudo o que consumimos se transforma em nós.
2.3 R — Recuperação
O pilar da Recuperação envolve os processos de reparação, regeneração e reorganização funcional do organismo.
Inclui:
· sono e qualidade do descanso
· pausas e micro-pausas
· gestão do stress e autorregulação emocional
· descanso mental (redução de estímulos, silêncio, contemplação)
· práticas de relaxamento e meditação
· equilíbrio do sistema nervoso
· regeneração muscular e articular
· momentos restauradores ao longo do dia
A Recuperação é o que permite que a vida se reorganize depois da ação e do estímulo — é o eixo que equilibra as Dinâmicas e a Alimentação.
3. Os Níveis de Observação do D.A.R.
O método funciona numa lógica multidimensional, onde cada pilar pode ser analisado em quatro níveis:
3.1 Nível Físico - O + "(D)enso"
Movimento, digestão, respiração, hidratação, postura, dores, fadiga, sono, energia corporal.
3.2 Nível Emocional - Nível "Intermédio de (A)ação"
Impacto das emoções nas escolhas alimentares, no movimento, na qualidade do descanso ou no consumo de conteúdos.
3.3 Nível Mental - Nível "Intermédio de (A)ação"
Padrões de pensamento, ruminação, clareza, foco, hábitos cognitivos, qualidade das ideias que “alimentamos”.
3.4 Nível Espiritual (ou Existencial) - O mais "(R)arefeito"
Propósito, sentido, valores, direção interna.
Elemento fundamental para compreender bloqueios profundos ou fontes de vitalidade.
4. D.A.R. como Ferramenta de Autoavaliação e Diagnóstico Funcional
O D.A.R. não substitui diagnósticos clínicos
nem avaliações profissionais, mas complementa-os.
Oferece um quadro de referência acessível,
sistemático e aplicável por qualquer pessoa.
Perguntas simples como:
· “O que preciso de mover melhor?”
· “O que estou a consumir (física e emocionalmente) que pode estar a prejudicar-me?”
· “Estou a recuperar o suficiente para o que faço e para o que sinto?”
Permitem identificar ajustes pequenos com impactos grandes na saúde global.
O método pode ser usado:
· por terapeutas, como complemento a diagnósticos funcionais
· por profissionais de movimento, como guia de intervenção integrada
· por qualquer pessoa, como ferramenta de autorreflexão e autocuidado
· em conjunto com o TFP – Treino Funcional Personalizado [2]
· em paralelo com o AFI – Arquétipo Funcional Integrativo [3]
5. Relação com Outros Modelos Funcionais
O Método D.A.R. não deriva de outros sistemas, mas encontra paralelos úteis que ajudam a contextualizar a sua aplicação prática.
Entre eles:
· modelos integrativos de saúde contemporâneos [4]
· frameworks de bem-estar físico e emocional [5]
· teorias bio-psico-sociais do equilíbrio humano [6]
Essas comparações servem apenas como ponte conceptual — o D.A.R. mantém-se um modelo original, simples, intuitivo e aplicável, desenhado para facilitar a vida das pessoas.
6. Conclusão
O D.A.R. oferece uma ferramenta clara, prática e profundamente humana para compreender e melhorar a saúde através de pequenos hábitos diários.
Mover
bem. Nutrir bem. Recuperar bem.
Esse é o triângulo funcional que sustenta a vitalidade, o equilíbrio e o
bem-estar.
Simples de entender. Fácil de aplicar. Profundo nos resultados.
📚 Referências (formato APA)
[1]
Santos, B. (2025). Acupuntura Integrativa
Luso-Nipónica (AILN).
Blog Bruno Santos Acupuntura. https://bsacupuntura.blogspot.com/2025/12/acupuntura-integrativa-luso-niponica.html
[2]
Santos, B. (2025). Treino Funcional
Personalizado (TFP).
Blog Bruno Santos Acupuntura.
https://bsacupuntura.blogspot.com/2025/12/treino-funcional-personalizado.html
[3]
Santos, B. (2025). Método AFI – Arquétipo
Funcional Integrativo.
Blog Bruno Santos Acupuntura.
https://bsacupuntura.blogspot.com/2025/12/metodo-afi-arquetipo-funcional.html
[4] Pizzorno, J. E., & Murray, M. T. (2020). Textbook of Natural Medicine. Elsevier.
[5] Siegel, D. J. (2018). The Developing Mind: How Relationships and the Brain Interact to Shape Who We Are (3rd ed.). Guilford Press.
[6] Engel, G. L. (1977). The need for a new medical model: A challenge for biomedicine. Science, 196(4286), 129–136.
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